ENSAIO DA MOLÉCULA
A chuva caia fina e gelada, a areia molhada acariciava meus pés, o vento suave tocava meu rosto e o som do mar se fazia canção em meus ouvidos. Nunca tinha me sentido daquela forma. Eu estava feliz, olhava o horizonte e nele via uma imensa tela pintada. O pintor não me importava, apenas bastava saber que sua mão era, com certeza, a mais talentosa que já havia visto.
As pessoas que passavam eram apenas vultos, em formas tão disformes que era impossível distingui-las. Se confundiam com as negras nuvens que cobriam o céu.
E eu sentado na mais alta duna, contemplava aquilo tudo como uma grande peça de teatro. Onde não existiam atores, apenas atos e consequências. Por alguns instantes cheguei a acreditar na minha onisciência. Pensei, sou parte de tudo, não, não só parte eu sou tudo. Totalidade. O mar que ia e vinha regido pela maestra lua, era eu. Inclusive eu era a lua também. A areia sob meus pés, cada grão dela, fazia parte de mim.
Meu pensamento voava sem limites, estava atordoado por aquela sensação ainda desconhecida e incrivelmente satisfatória.
Meus olhos foram cerrando além do meu controle e em pouco tempo eu adormecia.

3 Comments:
Que lindo!
Vc escreve mto bem tb!!!!!
Prosa poética ou poesia prosaica? rs
só tome cuidado pra não cair nos cliches literarios!!!!!!!!!!!!
bjs
muito bom o texto.
e eu não acho que vc cai em clichês!
te add no msn já...to so esperando vc ficar on
eu fico a partir da 01:00 da manha no horario de Brasilia!
nos fins de semana estou também de dia e mais cedo à noite.
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